A memória como dispositivo de resistência

do processo de criação do espetáculo a mulher que andava em círculos até o encontro com o público

Autores/as

  • Éder Rodrigues Universidade Federal de Minas Gerais
  • Sara Rojo Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.70446/ephemera.v1i1.1663

Palabras clave:

teatro, América Latina, dramaturgia, encenação, teatro político, grupo de teatro Mayombe

Resumen

Este artigo concentra suas discussões em torno do processo de criação da peça A mulher que andava em círculos, produzida pelo Mayombe Grupo de Teatro. O trabalho dramatúrgico com a memória coletiva da América Latina pelo prisma de uma mulher impedida de lembrar por causa das limitações da memória é o argumento dessa peça, que passou por uma série de transformações durante os ensaios ao assumir no corpus do texto o olhar estético-político da direção e as intervenções performáticas da atriz. A linha tênue entre ficção e história, entre o esquecimento e os alardes do contexto atual compõe a tessitura da peça estruturada a partir dos ecos silenciados extraídos dos escombros “oficiais” da história. Nessa linha, trazer ao presente como um dispositivo de resistência diante dos regimes opressores tornou-se um trajeto inevitável dentro da montagem, operada justamente na fronteira do poético com as micropolíticas.

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Publicado

2018-12-22

Cómo citar

RODRIGUES, Éder; ROJO, Sara. A memória como dispositivo de resistência: do processo de criação do espetáculo a mulher que andava em círculos até o encontro com o público. Ephemera: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Brasil, v. 1, n. 1, p. 61–68, 2018. DOI: 10.70446/ephemera.v1i1.1663. Disponível em: https://ojsteste.ufop.br/ephemera/article/view/1663. Acesso em: 30 ago. 2026.

Número

Sección

Artigos